Archive for June, 2008

Puzzle

In the last few days I realized that my life is a puzzle. Actually, it is a puzzle that my father gave me to make, He had started giving me a very easy one and giving some instructions to help me.  He gave me a lot of these, so I have been practicing for years. His instructions were simple:

“Try another piece.”

“Carol, my sweetheart! You cannot fit more than 1 piece at the same time!”

“Honey! Don’t give up now, you’re almost finishing it.”

And it was with the easy one. But I think you will understand, in the beginning usually you get so excited that you are not able to think carefully about the goal of the “game”. After all I understood that my Dad only wanted to prepare me for a big puzzle that He was about to give me. Finally he gave me, I did not finish yet, it is really huge, but, the strangest thing is that He is telling me anything. He had told me everything I needed before, for, I could be ready and I could have learnt everything before. I just need to be practical.

I have learned some things, now I don’t want to put all the pieces at the same time, but I am “building” in parts my own puzzle. The last part I made was a picture of a girl and a man in box made of mirror, it seemed that the man was talking to the girl, she seemed just pale. It was really hard to figure the picture, too many pieces and small ones. But in the end I saw something really good: there was a reflex in the mirror, of the girl, and spite of being pale, she was smiling. It was a very beautiful picture.

In fact, for me the whole puzzle doesn’t make any sense. It is just a plenty of different pictures together, but my Father know why He gave me it. The last piece that I put was a briefcase and the face of a girl crying.

At least my Father loved me so much that He prepared me to receive this challenge! Thanks!

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Me desculpem mas não escreverei nenhum texto essa semana que se segue, por motivos emocionais. Não querendo usar um clichê, mas, já usando: O que sinto não cabe em palavras. Assim, só vou escrever novamente neste blog após o dia 21.06. Prometo tentar escrever um texto bom o suficiente para compensar 🙂

Obrigada pela compreensão,

Caroline Oliveira.

P.s.: Bem ai está um vídeo para vocês curtirem… digamos que eu tô “curtindo” essa cantora 🙂

Feliz Aniversário!

Ontem deveria ter sido um dia ensolarado, com muitas visitas, talvez, presentes, enfim um dia de muita festividade. 8 de junho de 2008, meu aniversário, e eu acordei às 6:50 A.M para variar, espirrando, com uma forte crise de rinite, tudo isso porquê??? Estava caindo uma chuva tremenda, e nada melhor do que uma drástica mudança de temperatura para me fazer espirrar. Meu dia definitivamente não estava começando bem.

Mas, sempre há uma segunda chance. Assim, me levantei e fui em direção a cozinha onde ouvi barulho de panelas batendo – isso siginficava: minha avó já estava de pé -quando cheguei lá ela disse:

“É melhor você ir dormir!”

Então me dei uma segunda chance e voltei para a cama, e passei 55 min rolando de um lado para o outro SEM PREGAR O OLHO. Depois de não saber mais o que fazer, me levantei de novo e fui para o quarto da minha vó. A chuva parecia só engrossar…

Entretanto, “tudo coopera para o bem…”, é importante que vocês saibam que, diferente dos outros anos eu não estava muuuuuuiiiitttooo empolgada com meu aniversário, na realidade tinha feito até planos para fazer alguns programas sozinha ¬¬ E assim que acordei tive mais vontade ainda de ficar só, o dia definitivamente não estava para mim até…

Às 09:00 a.m. quando minhas BESTS chegaram lá em casa, com uma cesta de café da manhã. Não sei se elas fizeram de propósito, mas, a cesta teve um significado muito especial para mim, foi o melhor breakfast dos últimos 5 anos. Sempre houveram grandes acontecimentos nos meus aniversários, esse ano Deus resolveu me fazer desfrutar de pequenas e marcantes sensações. O café da manhã não foi pequeno não, todavia, Deus separou aquelas três meninas para irem lá, se fossem outras não seria a mesma coisa, foi uma pequena visita com grande significado.

Despois disso, minha amigas foram embora eu fiquei sozinha até mais ou menos 13:00, e apenas uma coisa me passava pela mente, qual seria o presente que Deus irá me dar esse ano… Tive um almoço como todos os outros-será?-, com uma única diferença: eu estava em família. Creio que nunca amei tanto minha Tia e minha Avó como naquele dia, e que durou até hoje. Carinhos, brincadeiras, músicas engraçadas, piadas e etc. Não, esse não foi uma almoço qualquer.

Algumas pessoas sempre me acharam forte e invencível, infelizmente elas tomaram essas conclusões pelo motivo errado. Mas, o que vale é a intenção. Não obstante, depois de 19 anos encontrei alguém que me achasse forte e invencível, na realidade uma heroína, por um motivo autêntico. Às 15:00 recebi uma ligação de uma família que me espera do outro lado do continente, eles estavam todos muito entusiasmados com meu aniversário. Até que por fim, passaram o telefone para meu dois “little bro’ and sis’” e pediram para eles me dizerem alguma coisa… Meu pequeno bro’ disse:

“Carol, are you coming soon?”(Carol, você já está vindo?)

Tentei explicar que ainda faltavam 4 semanas, então, ele perguntou para mãe:

“Mommy, is it many days?”(Mãe, isso são muitos dias?)

Sua ansiedade era incontrolável, era perceptível para qualquer um, até que veio a pergunta final:

“Carol, are you coming flying?”(Carol você vai vir voando?)

Não pensem que ele estava se referindo ao avião. Não, ele realmente acha que eu vou para lá voando. Para ele, alguem ir do Brasil para um outro país, morar com pessoas desconhecidas, um lugar tão distante que não dá para ir andando, de carro ou bicicleta, é algo fantástico, por isso ele acha que sou uma heroína e que preciso de uma capa como a do Super Man para me ajudar a voar.

Confesso que quase chorei ao telefone, mas agora sou uma menina de quase 20 anos… preciso me aguentar. Ainda faltava minha “little princess”, ela disse que havia preparado várias brincadeiras e histórias para gente, e acrescentou:

“Carol, please come soon. I can’t wait to see you Snow White”(Carol, por favor venha logo. Eu não posso esperar pra te ver Branca de Neve.)

De heroína passei a princesa. No resto do dia a chuva piorou, as ruas ficaram inacessíveis. Ninguém saía de casa. Mas, duas pessoas muito especiais ainda tiveram coragem de vir me ver. Minha tarde foi muito melhor apenas pela presença de vocês.

Não, o dia não foi ensolarado, mas chuvoso. Me perdoe Clarice Lispector, mas acho que quando EU choro chove, na realidade quando meu coração chora. Chorei ontem o dia inteiro de alegria, pelas pessoas que Deus colocou em minha vida, pela família linda que ele me deu, pelo amor sincero e ingênuo de duas crianças que nunca me viram. E eu só tenho 19 anos. Em tão pouco tempo, ganhei o que uma vida inteira no mundo não poderia me oferecer.

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Nomeando algumas coisas… comecemos pela saudade.

Lendo “Através do Espelho” de J. Gaarder, me apropriei de algumas idéias lá expostas sobre a lembrança. A história é sobre uma menininha muito doente, que recebe a visita de uma anjo, ambos querem conhecer mais sobre a realidade um do outro, num determinado dia o pequeno ser celestial questiona a garota sobre como o ser humano consegue lembrar de algo. E ele faz uma análise bastante interessante, de se a nossa mente fosse constituída de pedacinhos que se juntam e formam idéias, quando lembramos de algo é como se esses pedaços se realinhassem da mesma forma que estavam quando o fato que lembramos aconteceu.

Creio que nossa mente realmente poderia ser assim, pois, geralmente ao lembrarmos de algo sentimos basicamente as mesmas coisas que sentimos no momento real do acontecimento. Levando em consideração essa idéia dos “pedaços”, queria falar sobre a saudade, que nada mais é do que uma lembrança que gostaríamos de reviver. Há alguns anos aprendi o que era saudade, felizmente ou infelizmente, e como lhe dar com ela pelo menos de forma parcial. Sentir falta de alguem e não poder imaginar que, logo logo, esse alguem estará de volta.

Algumas vezes a saudade é saudável, pois, dentro de um relacionamento, seja de amizade, familiar ou qualquer outro, muitas vezes só aprendemos a dar valor quando estamos sem ele, essa seria uma saudade passageira aquela que vem por causa de uma viagem ou trabalho, junto a mesma vem o conforto de que um dia passará; mas há também a saudade definitiva, essa não tem um conforto, a não ser a esperança de ficar apenas com as lembranças boas – entretanto isso pode ser um masoquismo, pois, lembrar do bom faz com que você deseje ainda mais revivê-lo – talvez seja mais prático ficar com as ruins, pois sempre queremos esquecê-las, embora isso seja impossivel. O fato é que todos os dias pedaços da minha memória se reagrupam para me fazer lembrar da saudade infinita que sinto, às vezes isso me causa pranto, outras alegria e gratidão, mas aprendi a conviver com eles.

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“Um estereotipismo impressionista”

Devo afirmar que ultimamente tenho me tornado uma menina de poucas palavras – devo deixar bem claro que ando falando pouco sobre mim, e não sobre coisas que gosto ou assuntos triviais – em consequência das impressões que causei ao decorrer desses meses. É interessante como podemos causar tão diversas impressões nas pessoa.

Dias atrás fiquei a observar duas pessoas comentando se eu era uma pessoa romântica ou não. Bem, se ser romântica é sentir o cheiro das flores antes mesmo de vê-las, chorar ao observar a delicadeza de um arco-irís, imaginar-se de mãos dadas num campo rodeado de um lirismo surreal, com alguém que você não conhece, mas, esperará toda sua vida, ainda mais, se ser romântica significar ser ingênua para perceber as pequenas, entretanto, não menos importantes coisas que nos cercam, como o orvalho de manhã cedo, um céu cheios de nuvens que parecem mover-se de acordo com nosso humor… Sim, talvez eu seja romântica, mas, provavelmente esse não foi o padrão de comaparação que aparentemente essas pessoas estavam discutindo .Um dia alguém me disse que o mundo foi feito pelos racionais, para os românticos habitarem nele. Se não fosse assim, o mundo estaria ainda pior do que está atualmente.

Logo acima disse que estava de poucas palavras devido a impressões causadas, perdoem-me, quero me retratar: antes fosse por causa de impressões, mas atualmente as pessoas não formam mais idéias sobre você e sim tentam encaixar você em esteriótipos, se isso não ocorrer eles chamam de má impressão. Creio que isso aconteceu comigo. Tenho tamanha consciência do meu estado de peregrina que não consigo ser igual a eles, minha terra não é essa, coisas maiores me esperam. Eles vão se decepcionar toda vez que tentarem me colocar em seus parâmetros… Talvez um dia percebam que sou diferente.

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Argue versus Love

“Beatriz: Admira-me o senhor ainda estar falando, Signior Benedicto. Ninguém está lhe prestando atenção. Benedicto: Ora minha casa Lady Desdém! A senhorita continua viva?
Beatriz: Como poderia essa tal de Desdém morrer, quando ela dispõe, para alimentar-se, de cortesia tão adequada como o Signior Benedicto?
Benedicto: Mas então essa Cortesia é uma vira-casacas. Porém, uma coisa é certa: sou amado por todas as damas, à exceção apenas de sua pessoa; e gostaria eu de poder descobrir em meu coração que não tenho um coração duro, pois eu na verdade não amo a nenhuma delas.
Beatriz: O que é uma verdadeira sorte para as mulheres, pois do contrário elas se veriam importunadas pelo mais pernicioso dos pretendentes. Nisto eu agradeço a Deus e ao meu sangue-frio: nessas coisas, tenho a mesma disposição que o senhor, prefiro ouvir meu cachorro latindo para uma gralha a ter de escutar as juras de amor de um homem.
Benedicto: Que Deus a conserve assim, minha cara Lady, nesse estado de espírito, de modo que um outro cavalheiro possa escapar do que lhe estava predestinado: ter a cara lanhada.
Beatriz: Tivesse o cavalheiro uma cara como a sua, lanhá-la não a deixaria pior.
Benedicto: Sabe que a senhorita daria uma excelente professora de papagaios?
Beatriz: Uma ave que fala como eu ainda é melhor que um cavalgadura, que se comunica como o senhor.
Benedicto: Quem me dera, meu cavalo ter a velocidade de sua língua, e toda a sua resistência. Mas, por favor, prossiga, pois que eu paro por aqui.
Beatriz: O senhor sempre pára do mesmo modo: sentando no cabresto. Eu lhe conheço, e não é de hoje.
…………….
Benedicto:
Não houve nada disso.
Mas então, a senhorita não me ama?
…………….
Beija-a. “

Muito Barulho por Nada by W. Shakespeare

“Elizabeth’s spirits soon rising to playfulness again, she wanted Mr. Darcy to account for his having ever fallen in love with her. How could you begin? said she. I can comprehend your going charmingly, when you had once made a beginning; but what could set you off in the first place?
……………
(…) Now, be sincere; did you admire me for my impertinence?

(…) With the Gardiness they were always on the most intimate terms. Darcy, as well as Elizabeth, really loved them; and they were both ever sensible of the warmest gratitude towards the person who, by bringing her into Derbyshire, had been the means of the uniting them.”

For the liveliness of your mind, I did.

(…) To be sure, you know no actual good of me – but nobody thinks of that when they fall in love.

Pride and Prejudice by Jane Austen

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Para quem já leu tais obras… Há alguma semelhança entre as duas? Quem encontrar alguma por favor me fale poir preciso reter toda e qualquer semelhança.

Como casais que argumentam tanto entre si podem ter um final feliz e tão apaixonado? Os quatro precisam lidar com suas persnalidades tão persuasivas… um dos casais utiliza-se de suas fortes características apenas para afrontar o outro como uma briga entre cão e gato; o outro casal tem de lidar com dois sentimentos muito influentes dentro do coração do homem, o orgulho e o preconceito. Mas acima de qualquer personalidade, orgulho ou outro impecilio surge o amor.

Bem deculpem a demora para escrever, e ainda escrever algo que sei, provavelmente irá interessar uma minoria, mas é algo que tenho pensado bastante nesses últimos dias.

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Essa semana um professor mandou-me escrever uma redação, especificamente uma descritiva, e me deu uma determinada cena para isso: a visão que eu e minha turma tinha da janela da sala, pessoas conversando no corredor, plantas ( muitas plantas)… mas uma coisa aconteceu que ninguem viu: um a gatinho brincando com uma borboleta linda em cima da uma placa de concreto a uns 3 metros do chão. Isso só eu descrevi.

Texto de 16 de junho de 2007.

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Inquietação

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Eu sempre fui uma menina que apreciou aventuras, a sencação de adrenalina e fazer coisas sob pressão sempre me fizeram ir mais longe, alcançar meu limite. Aparentemente, com o amadurecimento-não, eu não sou uma fruta- o gosto por essas coisas foi diminuindo. E a sencação de tudo estar fora do meu controle que antes me causaria euforia, agora me apavora.

Interessante que há alguns anos, eu não saberia responder perguntas como:

De onde eu vim?
Para onde eu vou?
E para que raios eu estou aqui?

Mesmo assim a idéia de não ter certeza de nada nãom e angustiava. Atualmente, eu sei todas as respostas-por sinal muito confortantes e encorajadoras. Sei que independente do que acontecer, elas se mantém firmes, sem alteração. Todavia, hoje não é exatamente adrenalina que vem à ser liberada no meu corpo, mas, é a preocupação que ocupa minha mente. Mesmo sabendo que alguém está cuidando de tudo, incoerência da minha parte não?!

Bem que minha mãe falava:

“Espera as preocupações chegarem pra ver se você vai continuar assim!”

E olha que minha mãe não era de se preocupar com qualquer coisa, pena que ela não me disse o que fazer depois que elas chegassem. Pois é, agora aqui estou eu, assistindo meu livro sendo lido-por Aquele que antes de eu nascer já havia escrito todos os dias da minha vida em Seu livro- e sem poder fazer absolutamente nada. Definitivamente eu não estou no controle da situação, afinal, se minha mãe não pôde me ensinar a descansar e soltar os remos do barco, alguem tinha que fazer. É parece que deitar numa rede, botar os pés pro alto e tomar água de côco é mais dificil do que imaginei.

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